Bem-vindo ao Arquivo.
Num mundo onde linhas de código moldam a nossa realidade, tanto quanto tijolos e argamassa, Urban Requiem emerge como uma obra crua, uma performance que depura a condição humana na nossa metrópole digital hiperconectada, mas paradoxalmente isolada.
Urban Requiem desenrola-se nesta paisagem estranhamente familiar – um lugar onde a sociedade funciona, mas falha em verdadeiramente viver.
Ao longo da performance, o público é desafiado a reconhecer os seus próprios papéis neste réquiem digital. Seremos apenas variáveis num vasto algoritmo urbano, ou poderemos ser os programadores de um código-base mais compassivo?
Urban Requiem é um apelo à ação, tanto para programadores, como para cidadãos. Pede-nos que examinemos os scripts que comandam as nossas vidas e consideremos: será hora de uma reformulação radical da sociedade?
É um funeral para a sociedade contemporânea, que se esqueceu de como verdadeiramente viver. É simultaneamente um memorial austero e um manifesto esperançoso, desafiando-nos a libertarmo-nos dos nossos túmulos virtuais.
Acena à humanidade para redescobrir a beleza crua e imperfeita da conexão genuína, instando-nos a abraçar o nosso amor imperfeito, e a encontrarmo-nos novamente no labirinto da nossa existência contemporânea.