Em "Padrão de Repetição", a fisicalidade da matéria torna-se o espelho de uma condição contemporânea profunda: o isolamento coletivo. Através da aplicação visceral de cimentos e massas texturizadas, uma apropriação direta da pele das nossas cidades, dos prédios e dos espaços que habitamos, o espaço pictórico é transformado num território de peso e ruído. É a própria arquitetura física do quotidiano que invade a tela, criando uma paisagem fechada onde a figura humana se dissolve.
A exposição explora a dicotomia entre a presença física e a absoluta solidão psicológica.
Em vez de anular a presença humana, a matéria bruta destas pinturas esmaga-a sob o peso do quotidiano.