Poucas coisas se parecem mais com um sonho bom do que demorarmo-nos à mesa.
Momentos em que o tempo se dilata, e se cultiva uma comunidade que escapa às regras das relações que estabelecemos, fora da mesa.
Quando nos demoramos à mesa, diluem-se as hierarquias, cria-se um espaço de correspondência de pares, tornamo-nos disponíveis para escutar o que de outra forma, não escutamos.
Nesta festa, que dura um fim-de-semana no parque de estacionamento do Teatro-Cine, celebramos e colocamos em diálogo as diferentes mundividências que neste momento habitam Torres Vedras, através da partilha e conjugação destas duas palavras: tempo e mesa.