No novo espetáculo solo de Tita Maravilha, Bossa Nova deixa de ser apenas um género musical para se tornar um ato de consciência de classe. Aqui, “bossa nova” volta ao seu sentido original — um jeito novo de fazer, de existir e de reivindicar — e revela que a verdadeira revolução está no corpo, na voz e na história de quem sempre esteve à margem. Agora, descobriu-se quem é a verdadeira Bossa Nova: Tita Maravilha.
Enquanto o movimento histórico da Bossa Nova buscava traduzir um Brasil moderno, leve e sofisticado, ele também silenciava as batidas mais profundas da vida popular — aquelas moldadas pela pobreza, pela migração e pela luta. Bossa Nova é, assim, um teatro musicado em tom político que escancara as contradições de um país dividido e faz delas matéria viva de arte. Tita, em cena, grita: “Dê ao povo o que é do povo!”
Ficha Técnica e Artística
Criação Tita Maravilha
Intérpretes Tita Maravilha, Bernardo Bertrand e Ely Janoville
Texto original Keli Freitas e Tita Maravilha
Voz Off Àkila a.k.a Puta da Silva
Assistência de Direção Mário Coelho
Direção Musical/Música ao vivo Ely Janoville
Cenografia e adereços e Figurino Alex Simões AKA Xana Modas
Assistência de Cenografia e adereços e Figurino Marine Sigaut
Desenho e operação de luz Lui L'Abbate
Desenho e operação de som Leonardo Bindilatti
Olhar Externo Isabél Zuaa
Produção Trypas Corassão Associação Cultural
Produção Executiva Maria Tsukamoto
Coprodução FITEI e Teatro Municipal do Porto, Teatro-Cine Torres Vedras
Apoio a Residência O Espaço-do-Tempo , Terceira Pessoa, Cão solteiro.residências 120
Apoio: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | Direção-Geral das Artes e Fundação GDA