Este colóquio debruça-se sobre o processo revolucionário português, iniciado com o 25 de Abril de 1974 e concluído com a aprovação da Constituição da República Portuguesa, a 2 de abril de 1976.
Tem por objectivo, trazer novas leituras ou interpretações históricas dos principais acontecimentos políticos e militares que marcaram este período, nomeadamente, as tentativas de derrube de governos ou de golpes de Estado.
Os “vencedores e vencidos de Abril” são aqui revisitados, à luz das recentes investigações historiográficas, estimuladas pelas comemorações dos 50 anos da "Revolução dos Cravos".
Apesar da turbulência política e militar, típica dos processos revolucionários, dos seus avanços e recuos, é durante este período, sobretudo após o 25 de Novembro de 1975, que se entra no caminho para a estabilização da democracia representativa, em Portugal.
Programa
9h15 | Receção aos participantes
9h30 - 11h00 | Comunicações setoriais
O 28 de Setembro de 1974: significado político, por Luís Aguiar Santos (ISEG – Universidade de Lisboa)
O 11 de Março de 1975: 50 anos depois, por David Castaño (IPRI – NOVA – FSCH)
O 25 de Novembro de 1975, por Daniel Marcos (IPRI – NOVA – FSCH)
Moderação: Álvaro Costa de Matos
11h00 - 11h15 | Coffee break
11h30 - 13h00 | Comunicações setoriais (continuação):
O processo revolucionário madeirense (1974-1976): a vitória da Autonomia Política, por Paulo Miguel Rodrigues (Universidade da Madeira, FAH e CIERL)
O processo revolucionário açoriano (1974-1976), por Luís Manuel Andrade (Universidade dos Açores) – a confirmar
O processo revolucionário em Torres Vedras (1974-1976), por Venerando Aspra de Matos (investigador em História Local)
Moderação: Paula Borges Santos
13h15 | Visita guiada à exposição “Dias de Abril” pelo curador (átrio do Edifício Multisserviços da Câmara Municipal de Torres Vedras)
Crédito Fotográfico: Ezequiel Santos